Gosto tanto de Yan Tiersen. A música dele é como uma folha caindo no outono, leve, sem sofrer com o abalo.
É curioso quando a música não tem letra. Você pode criar a história que quiser em cima. Mudar o cenário. Sem peso na consciência. A história é sua e nesse momento a cortina vai se abrir para você. Tô correndo atrás do coelho branco.
...
Mudamos de cidade novamente. Optamos por isso por diversos motivos. Estamos tentando viver bem. A casa é grande, o portão é baixinho e para quem tava há alguns anos morando em apartamento é uma sensação no mínimo estranha.
A sociedade violenta e a falta de romantismo me fazem estranhar esse momento. Bobeiras.
...
Prefiro o silêncio à uma sala de aula barulhenta.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Uma década.
Ando meio avessa ao blog, ás vezes me parece sem sentido, assim como tantas outras páginas que acabamos alimentando, mal, nesse mundo cibernético.
Mas ainda não chegou a hora de excluí-lo daqui, talvez nunca chegue, talvez...
Passou mais um ano, essa virada tem um simbolismo maior, pois sendo a virada da década passa muitas imagens que acabamos por lembrar o que se sobressaiu mais durante esses 10 anos.
Pensando nisso acabei elegendo as 5 momentos que mais me divertiram e me fizeram feliz nesses anos.
1) Passar no vestibular na UEL. Quando eu achava que não iria mais conquistar meu sonho de morar em outra cidade, sair da barra da mãe, (afinal já haviam 3 anos que estava prestando as provas) eu passei. Lembro muito desse momento.
2) Morar sozinha. Isso foi muito bom. Passei a fazer os meus horários, tá bom que ás vezes funcionava de maneira bem descontrolada, uma divisão bem desigual, 15 horas para lazer ao dia, 4 para faculdade e o restante, preenchia com lazer também.
3) Ir aos sambas na casa da Lucinha. Quando escolhi esse momento, pensei muito como escrevê-lo. Era muita coisa e eu só tinha 20 anos. Adrenalina no sangue. Tardes e noites regadas a sambas como Clara Nunes, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Vinicius, Tom. Eram tantos sambas, tantos amigos, um mundo novo. Eu fui para Londrina já escutando esses clássicos, herança de meu pai. Lá me realizei. Não é negativismo, mas sei que foram as melhores boêmias.
4) Assistir o show do Radiohead. Eu já postei na época do show algo sobre aquela noite. Talvez dizendo que foi mágico eu consiga extrair o real sentimento daquele momento. Simplesmente lindo.
5) Assistir Cinema Paradiso. Com certeza essa foi a década que me apaixonei pelo cinema de fato. Especialmente, entre tantos, pela história de Tornatore. Me apaixonei pelo cinema italiano. Pela poesia nas entrelinhas, pela subjetividade, pela nostalgia.
Vou ficar por aqui, e daqui a pouco, em breve, vou escrever mais 5 momentos que me fizeram bem nessa década.
Mas ainda não chegou a hora de excluí-lo daqui, talvez nunca chegue, talvez...
Passou mais um ano, essa virada tem um simbolismo maior, pois sendo a virada da década passa muitas imagens que acabamos por lembrar o que se sobressaiu mais durante esses 10 anos.
Pensando nisso acabei elegendo as 5 momentos que mais me divertiram e me fizeram feliz nesses anos.
1) Passar no vestibular na UEL. Quando eu achava que não iria mais conquistar meu sonho de morar em outra cidade, sair da barra da mãe, (afinal já haviam 3 anos que estava prestando as provas) eu passei. Lembro muito desse momento.
2) Morar sozinha. Isso foi muito bom. Passei a fazer os meus horários, tá bom que ás vezes funcionava de maneira bem descontrolada, uma divisão bem desigual, 15 horas para lazer ao dia, 4 para faculdade e o restante, preenchia com lazer também.
3) Ir aos sambas na casa da Lucinha. Quando escolhi esse momento, pensei muito como escrevê-lo. Era muita coisa e eu só tinha 20 anos. Adrenalina no sangue. Tardes e noites regadas a sambas como Clara Nunes, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Vinicius, Tom. Eram tantos sambas, tantos amigos, um mundo novo. Eu fui para Londrina já escutando esses clássicos, herança de meu pai. Lá me realizei. Não é negativismo, mas sei que foram as melhores boêmias.
4) Assistir o show do Radiohead. Eu já postei na época do show algo sobre aquela noite. Talvez dizendo que foi mágico eu consiga extrair o real sentimento daquele momento. Simplesmente lindo.
5) Assistir Cinema Paradiso. Com certeza essa foi a década que me apaixonei pelo cinema de fato. Especialmente, entre tantos, pela história de Tornatore. Me apaixonei pelo cinema italiano. Pela poesia nas entrelinhas, pela subjetividade, pela nostalgia.
Vou ficar por aqui, e daqui a pouco, em breve, vou escrever mais 5 momentos que me fizeram bem nessa década.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Huitizilopchtli
Depois que saí de Foz e fui morar em Londrina alimentei mais ainda a vontade de conhecer outros lugares. olhar o novo, desbravá-lo. Vai fazer dois anos que estou em São Paulo e sempre penso sobre toda essa loucura que essa cidade respira.
São Paulo é a terra de quem quer trabalhar, São Paulo tem tudo, São Paulo é cosmopolita...já escutei tudo isso, mas o que eu acho sensível demais é que São Paulo faz você dar valor para uma vida simples, sem grandes movimentações mas gostosa. São Paulo faz você olhar para as árovores e sorrir. Pisar na grama e sentir a energia.
O Sol aqui é um ser cultuado como o Huitizilopchtli para os astecas.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres.

O MITO DA BELEZA
Durante a última década as mulheres
conquistaram posições importantes
na sociedade, tanto em
termos legais como profissionais.
Paralelamente a essa escalada de
poder, porém, aumentaram os distúrbios
ligados à alimentação, as
cirurgias plásticas, a pornografia
e a necessidade artificialmente
provocada de corresponder a um
modelo idealizado de mulher, em
que a velhice e a obesidade, mais do que pecados, são motivos para
a estigmatização.
Em O mito da beleza Naomi Wolf enfrenta o que ela acredita
ser a única trincheira ainda por derrubar para que a mulher possa
obter sua igualdade em todos
os campos. Para mostrar como a
indústria da beleza e o culto à bela fêmea manipulam imagens que
minam a resistência psicológica e
material femininas, reduzindo as
conquistas de 20 anos de lutas a meras ilusões, Naomi escreveu um
livro forte, com dados estatísticos
contundentes e fúria temperada
aqui e ali por humor e lirismo. Ao dissecar as normas de seu
tempo, denunciando o que acreditaserem elaboradas estratégias de
combate ao evidente domínio feminino, Naomi Wolf não faz um livro superficialmente panfletário.
Faz, isto sim, um livro que pode
e merece ser lido com proveito por homens e mulheres interessados
em conhecer este bicho estranho
— o outro.
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